Processo de Desenvolvimento

A construção dos roteiros e diálogos do myGlow foi pautada pelo respeito e pelo resgate histórico das subculturas retratadas no aplicativo. Abaixo estão listadas as principais referências bibliográficas e digitais que embasaram a criação do universo narrativo das subculturas no aplicativo:

Subcultura Gyaru

A pesquisa focou na origem do movimento em Shibuya, no impacto do Bihaku e na subversão dos papéis tradicionais de gênero no Japão:

  • EVERS, Izumi; MACIAS, Patrick. Japanese Schoolgirlish: Tokyo Girls' Style Guide. San Francisco: Chronicle Books, 2007. (Documentação da cultura Kogal e moda de rua de Shibuya).
  • KOMA, Kyoko. "Kawaii as a global trend, and 'Gyaru' subculture". The Senses and Society Journal, v. 8, n. 1, p. 88-100, 2013. (Estudo acadêmico sobre a circulação da cultura Gyaru fora do Japão).
  • MILLER, Laura. Beauty Up: Inside the Japanese Beauty Industry. Berkeley: University of California Press, 2006. (Análise antropológica do bronzeamento e da subversão corporal feminina no Japão).
  • REVISTA EGG. Arquivo histórico de publicação primária (1995–2014; 2018–presente). Tóquio: Taiyo Tosho.

Subcultura Gótica

O levantamento mapeou a emergência do pós-punk no Reino Unido, o desemprego juvenil no período Thatcherista, as vertentes estéticas e o movimento Afro-Goth:

  • BADDELEY, Gavin. Goth Chic: A Connoisseur's Guide to Dark Culture. London: Plexus Publishing, 2002.
  • BRILL, Dunja. Goth Culture: Gender, Sexuality and Style. Oxford: Berg Publishers, 2008.
  • GOTHIC STATION. Características da Subcultura Gótica. Portal Gothic Station, 2018. Disponível em: https://www.gothicstation.com.br.
  • HODKINSON, Paul. Goth: Identity, Style and Subculture. Oxford: Berg Publishers, 2002.
  • VOLTAIRE. What Is Goth?. New York: Rizzoli/Universe Publishing, 2004.
  • WIKIPEDIA. Subcultura gótica. Wikipédia: a enciclopédia livre. Disponível em: https://pt.wikipedia.org.

Subcultura New Romantics

A fundamentação teórica investigou o uso da maquiagem como questionamento de gênero, a influência do Glam Rock e a cena noturna britânica dos anos 1980:

  • KEMP, Gary. I Know This Much: From Soho to Spandau. London: Orion Books, 2009.
  • MUSEUM OF YOUTH CULTURE. New Romantics. Museum of Youth Culture Archive. Disponível em: https://www.museumofyouthculture.com.
  • REYNOLDS, Simon. Rip It Up and Start Again: Postpunk 1978–1984. London: Faber & Faber, 2005.
  • RIMMER, Dave. Like Punk Never Happened: Culture Club and the New Pop. London: Faber & Faber, 1985.
  • STEELE, Valerie. The Berg Companion to Fashion. Oxford: Berg Publishers, 2010.
  • STRANGE, Steve. Blitzed!: The Autobiography of Steve Strange. London: Orion Publishing, 2002.
  • TIWARI, Arushi. The New Romantics: A Subculture That Questioned Gender. Medium, 2020. Disponível em: https://medium.com.

Esta fundamentação permitiu traduzir estéticas de maquiagem em roteiros educativos dinâmicos, conectando técnica de maquiagem, tecnologia e contexto socio-histórico.